Síndrome respiratória aguda grave,
síndrome respiratória aguda severa ou
pneumonia atípica (geralmente abreviada
SARS, do
inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) , é uma doença respiratória grave que afligiu o mundo no ano de
2003, cuja causa não foi ainda determinada (provavelmente causada por um
coronavírus) mas se trata de uma grave
pneumonia atípica.
[1]

Vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave,
SARS, aumentado em microscópio eletrônico
A síndrome respiratória aguda grave é uma doença viral causada pelo
coronavírus Sars-CoV. Acredita-se que um novo vírus da família dos
paramixovírus ou um
metapneumovírus possa também estar relacionado a ela.
É menos transmissível que a gripe comum, a contaminação se dá por meio da ingestão ou aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal direta ou indiretamente de uma pessoa contaminada. Entre dois e dez dias, surge a manifestação dos sintomas. Eles são semelhantes aos de uma gripe comum, como dor no corpo, juntas, cabeça e garganta, e que podem ou não estar associados à diarreia, perda do apetite, mal-estar e confusão mental. Entretanto, é manifestada febre acima de 38°C e o quadro pode evoluir para tosse seca, falta de ar e, em casos mais graves, insuficiência respiratória. Em mais de 80% dos casos, após uma semana, os sintomas começam a regredir.
Os principais sintomas apresentados são:
- Febre Alta;
- Tosse;
- Dispnéia (dificuldade na respiração);
- Radiografias de tórax compatíveis com pneumonia viral;
O diagnóstico é clínico e inclui a análise dos sintomas e exclusão de outras doenças. Em virtude da sua incidência restrita, é importante dizer ao médico – ou que ele pergunte – se você foi a algum país da Ásia, recentemente, ou se entrou em contato com pessoas de lá. Radiografia dos pulmões e tomografia computadorizada do tórax podem ser solicitadas. Entretanto, não há, até o presente momento, exames laboratoriais que confirmem a presença do vírus.
Muitas vezes confundida com a
gripe aviária, embora não seja a mesma doença, é causada pelo
coronavírus (CoV SARS) tendo diagnóstico a partir de sorologia e PCR.

Países com casos de SARS em 2003. Em negro os países com casos nativos e em vermelho os com casos importados. No Brasil houve apenas dois casos importados.
Em 2002 e 2003 houve uma epidemia com 8422 casos e 916 mortes por SARS, a maioria em China, Sudeste asiático e Canadá.
[2]Devido à sua rápida disseminação, fronteiras de todo o mundo passaram a exibir avisos sobre a doença, mobilizando seus órgãos de saúde para combatê-la pro-ativamente.
O tratamento é focado no controle dos sintomas e recuperação da imunidade, evitando a manifestação de novas infecções e dando condições para que o organismo da pessoa combata o vírus. Em algumas situações, pode ser recomendado o uso de próteses respiratórias.
A prevenção inclui a detecção precoce e tratamento dos indivíduos doentes, evitando o contato com outras pessoas; e uso de EPIs, como luvas e máscaras, pelos profissionais de saúde que tenham contato próximo com pessoas acometidas.
A doença teve repercussão internacional pois foi tema de um programa da
BBC inglesa. A doença também foi tema do filme
Plague City (2005), de David Wu. Com Karl Matchett e Ron White.
Referências